Dia Mundial da Sepse: entenda esta infecção


Em 13 de setembro, celebra-se o Dia Mundial da Sepse. A data movimenta instituições de saúde de diversas partes do mundo para discutir a doença, que também é conhecida popularmente como “infecção generalizada”. A Sepse é grave, sendo responsável por mais registros de óbito do que o câncer e o infarto. Segundo dados do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), no Brasil, a taxa de mortalidade nas unidades de terapia intensiva em decorrência da sepse chega a cerca de 65%. No mundo, média varia entre 30% e 40%. O Hospital Madre Teresa trabalha ativamente no combate à infecção, apresentando um índice de 20% de mortalidade. O número é considerado alto, ainda que esteja abaixo das médias nacional e mundial. 

MAS AFINAL, O QUE É A SEPSE E COMO O HMT ATUA PARA DIMINUIR OS CASOS?

A sepse é uma inflamação generalizada que parte do próprio organismo em resposta a uma infecção que pode ter origem em qualquer órgão do corpo, gerando manifestações graves, numa tentativa de combater o agente da infecção. Esta inflamação pode comprometer o funcionamento do organismo, levando, inclusive disfunção ou falência de múltiplos órgãos. Em muitos casos, o paciente não resiste e chega ao óbito. 

No Hospital Madre Teresa, as equipes do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH), o Núcleo de Segurança do Paciente e as equipes multidisciplinares trabalham lado a lado para propor procedimentos que minimizem os casos de sepse e, consequentemente, o óbito dos pacientes. Atualmente, está em vigência o Protocolo Institucional de SEPSE (disponível em todos os setores de internação e Interact), que contempla um conjunto de práticas que viabilizem a identificação precoce do quadro e o tratamento mais adequado, envolvendo a equipe médica, a enfermagem e o laboratório, que aplicará o biomarcador procalcitonina. Além disso, o Protocolo contempla um conjunto de medicamentos para a antibioticoterapia, voltados para cada perfil séptico.  

A adoção do protocolo institucional e das práticas recomendadas mundialmente para o combate da sepse mostram que o reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado, que tem clara implicação no prognóstico clínico dos pacientes ainda nas seis primeiras horas. 
Pense: “Pode ser Sepse?”
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