Hospital Madre Teresa 35 anos de história

Trajetória do hospital envolve visão de futuro, tecnologia, conhecimento técnico e humanização

O Hospital Madre Teresa celebrou Jubileu de Coral no dia 11 de dezembro. São 35 anos como hospital geral de alta complexidade, desde que o Sanatório Marques Lisboa, tradicionalmente conhecido na capital mineira por cuidar da saúde de pessoas com diagnóstico de tuberculose, passou por um processo de mudança. Então, em 1982, a instituição passou a se chamar HOSPITAL MADRE TERESA, em homenagem ao trabalho desenvolvido por Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, fundadora e pioneira do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (IPMMI), congregação religiosa que mantém e administra o hospital.

Ao longo destas mais de três décadas, o HMT vem se consolidando como uma referência em tratamentos de alta complexidade em especialidades como cardiologia, cirurgia cardiovascular, medicina intervencionista, ortopedia, neurocirurgia e outras mais de 30 especialidades. Além disso, o Hospital Madre Teresa está sempre na vanguarda em tecnologia e desenvolvimento de técnicas médicas, sendo destaque em congressos e seminários nacionais e internacionais. 

O Jubileu de Coral do Hospital Madre Teresa será comemorado durante as confraternizações de final de ano entre colaboradores e médicos. Nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, os 35 anos da Instituição estarão entre as celebrações, incluindo as missas de ação de graça e as homenagens aos médicos e funcionários pelos anos de colaboração no HMT.

HUMANIZAÇÃO E AMOR AO PRÓXIMO

A trajetória do Hospital Madre Teresa é marcada pelo ideal de amor e cuidado ao próximo com foco na prestação de assistência integral à saúde, levando em consideração não apenas os conhecimentos técnicos, mas também o cuidado humanizado e espiritual, com atuação, por exemplo, da Pastoral de Saúde e do Programa de Humanização do HMT (ProHuma).

INSTITUIÇÃO CERTIFICADA 

O Hospital Madre Teresa possui inúmeros certificados e reconhecimentos públicos. No aniversário de 30 anos, o HMT recebeu a Acreditação Canadense, um certificado internacional conferido a instituição de saúde de alto padrão. Em 2016, o Hospital reafirma mais uma vez a sua qualidade e recebe da Acredditation Canada e do Instituto Qualisa de Gestão a recertificação Qmentum International, um novo modelo da acreditação recebida em 2012. 

CORPO CLÍNICO FECHADO

O HMT se diferencia por tradicionalmente trabalhar com corpo clínico fechado, ou seja, possui apenas médicos efetivos. Este tipo de conduta permite melhor entrosamento entre os membros das equipes, o que dinamiza o cuidado do paciente, que encontra em uma mesma instituição médicos de diversas especialidades com alinhamento terapêutico. 

São feitos atendimentos em mais de trinta especialidades clínicas, como angiologia, cardiologia, cirurgia cardiovascular, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia geral, cirurgia plástica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, clínica da dor, clínica médica, dermatologia, doenças neuromusculares, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia, hematologia, infectologia, mastologia, medicina intensiva, medicina nuclear, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, nutrologia, oncologia, otorrinolaringologia, ortopedia, pneumologia, psiquiatria, proctologia, reumatologia, urologia entre outras.

Completam a estrutura ambulatório com salas que atendem em diversas especialidades; Hospital Dia, que realiza cirurgias ambulatoriais e tratamentos para casos que não exigem pernoite no hospital; Atendimento 24 Horas nas especialidades de emergência, ortopedia, neurologia e cirurgia geral; Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI) com completa estrutura para exames, diagnósticos e terapias por imagens de alta definição; e serviços laboratoriais que contam com equipamentos modernos, equipe qualificada e multidisciplinar e segurança nas análises clínicas.

O hospital realiza atendimentos particulares e a mais de 60 convênios, além de atendimentos a congregações e institutos religiosos, bem como a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), obedecendo aos critérios de regulação de leitos da Secretaria Municipal de Saúde.

ESTRUTURA

O HMT dispõe de uma área de 30 mil metros quadrados, 346 leitos, três unidades de terapia intensiva (UTI), sendo uma voltada para o cuidado geral, uma cirúrgica e uma unidade coronariana. No Bloco Cirúrgico, são realizadas, em média 1.100 cirurgias de diferentes portes, entre procedimentos simples e de grande complexidade cirúrgica. A unidade é formada por 13 salas de cirurgia, com destaque para a sala hibrida, com capacidade para realização de procedimentos endovasculares de alta complexidade aliados a alta tecnologia para aquisição de imagens em tempo real. 

Atualmente, a Instituição conta com forte capital humano de grande conhecimento técnico e formado por mais de 400 médicos e cerca de 1.600 colaboradores. Além disso, devido ao grande número de procedimentos cirúrgicos, às mais de 1.700 internações mensais e aos milhares de exames laboratoriais e de imagem realizados a cada mês, o Hospital Madre Teresa conta com um movimento mensal de aproximadamente 30 mil pessoas em suas dependências. 

AMPLIAÇÃO

A cada ano, a comunidade belorizontina assiste ao crescimento de um dos mais importantes hospitais da capital mineira. Entre 2016 e 2017, o Hospital Madre Teresa inaugurou novos leitos e uma nova e moderna unidade de terapia intensiva. Entre as novidades mais recentes, está a sala híbrida, que amplia o número de procedimentos cirúrgicos endovasculares aliados à tecnologia de ponta com exclusividade na América Latina. Outro destaque em processo de construção é a ampliação dos elevadores que darão acesso a setores como o Atendimento 24 Horas, unidades de internação e bloco cirúrgico. 

HISTÓRIA

A história do Hospital Madre Teresa tem início em 1949, quando Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, fundadora da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, aceitou o desafio proposto pelo então arcebispo de Belo Horizonte, Dom Antônio dos Santos Cabral, para assumir o controle do Sanatório Morro das Pedras, em Belo Horizonte. A partir daí, a Congregação das Pequenas Missionárias, cuja sede é em São José dos Campos (SP), passa a administrar a instituição, que se destinava ao tratamento de tuberculosos.

Em 1982, ano em que no Brasil foi abolida a existência de sanatórios devido aos avanços da medicina, o local tornou-se Hospital Madre Teresa, em homenagem ao trabalho desenvolvido pela religiosa, funcionando como hospital geral.