Janeiro: um mês para celebrar a vida da Serva de Deus


Conheça a história da missionária e fundadora do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada.

Em janeiro, duas datas se destacam no calendário das religiosas do Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (IPMMI), dos colaboradores e voluntários que atuam nas inúmeras obras gerenciadas pelo Instituto e também de todos aqueles que têm fé na Venerável Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico. A primeira data, 08 de janeiro, marca o falecimento da fundadora do IPMMI, em 1972. Já a segunda registra o nascimento da pequena e promissora Dulce Rodrigues dos Santos, em 20 de janeiro de 1901, na cidade de São Paulo.

TRAJETÓRIA MARCADA PELA FÉ

Entre estas datas tão importantes, muitas histórias foram vividas por Madre Teresa e neste momento você tem a oportunidade de ler e conhecer um pouco mais sobre a mulher de fé e serva de Deus que andou pelos corredores do antigo Sanatório Marques Lisboa onde hoje está o Hospital Madre Teresa.


 
Nascida em um lar cheio de irmãos, Dulce Rodrigues dos Santos ficou órfã de pai ainda nos primeiros meses. Mas nada disso chegou a ser um problema, pois a pequena foi criada por uma mãe amorosa e forte. Ao longo de sua juventude, Dulce nutria o desejo de dedicar-se à vida religiosa, porém sua saúde era frágil e aos 21 anos, com tuberculose, mudou-se com sua mãe para São José dos Campos.

Mesmo tento um físico frágil e delicado, Dulce não abandonou o seu anseio por seguir a Deus e abraçou a vontade do Senhor. Durante sua recuperação, preocupava-se com a saúde daqueles que chegavam às pensões em busca de tratamento. Assim, já reestabelecida, começou a oferecer aos doentes um pouco de conforto, visitando-os, levando-lhes boas leituras e sua caridade.

Outras jovens uniram-se à Dulce na missão, surgindo, assim, um pequeno pensionato, no qual os doentes encontravam não apenas o tratamento para sua enfermidade, mas também o calor e alegria advindos da Palavra de Deus.

Dom Epaminondas Nunes D’ávila e Silva, bispo da Diocese de Taubaté, a qual pertencia São José dos Campos, soube, por meio de Pe. Ascânio Brandão, dos trabalhos realizados pelas jovens e chamou Dulce para uma conversa. Ali, ambos entenderam que compartilhavam o mesmo desejo de servir a vontade do Senhor. Então, Dom Epaminondas pediu à Dulce que escrevesse seus propósitos. Aos pés da Virgem, a jovem escreveu o que seria mais tarde a espiritualidade e a maneira de ser da Pequena Missionária.



Em 15 de agosto de 1932, para que a obra se concretizasse e perdurasse pelo tempo, Dom Epaminondas transformou-a na Associação Pia e autorizou as jovens a usarem um uniforme. Na época, a associação contava com cinco associadas, entre eles a Dulce. Mais tarde, em 8 de dezembro de 1934, as missionárias receberam seus hábitos religiosos e a Associação Pia passou a chamar-se Congregação Religiosa. As constituições escritas por Dulce, a qual as irmãs já chamavam de Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, foram enviadas a Roma.
 

A Santa Sé, pela voz do papa Pio XII, concedeu a aprovação pelo Decreto de Beneplácito. Assim, em 8 de novembro de 1936, o segundo bispo de Taubaté, Dom André Arcoverde de Albuquerque Cavalcante, fez a Ereção Canônica da Congregação.


BR>Em 21 de novembro do mesmo ano, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, confirmada como a Mãe do Instituto, faz seus votos perpétuos. Em 6 de dezembro, a Madre é empossada no cargo de superiora geral e impõe o véu às noviças que deviam iniciar o noviciado canônico. As primeiras irmãs do Instituto, nas mãos da Madre, são dispensadas do noviciado. Assim, a congregação, já inserida na Igreja, segue sua trajetória.

APROVAÇÃO PONTIFÍCIA

Muitas vocações foram chegando e as Irmãs foram solicitadas para novas fundações. Instalaram-se novas comunidades em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e mais recentemente, após o falecimento de sua fundadora, no Distrito Federal e Santa Catarina, além de duas Comunidades em Portugal.

Sempre na vanguarda de sua pequena grei, Madre Maria Teresa foi uma alma de mãe, de pastora, de apóstola. Viu espalhar-se para a glória de Deus a sua Congregação. Em 11 de fevereiro de 1952, Madre Teresa teve a alegria que é dada a poucos fundadores: ver concedido à Congregação o Decreto de Louvor, tornando-a Pontifícia. E ainda mais: em pleno Concílio Vaticano II, aos 8 de dezembro de 1964, recebeu de S. Santidade o Papa Paulo VI a aprovação definitiva do Instituto, como confirmação de que a Congregação, seu espírito, suas obras, suas atividades e objetivos estão perfeitamente dentro do espírito da Igreja e atingem as necessidades atuais do mundo e as exigências da evangelização.

TESTAMENTO DA FUNDADORA

Aos setenta anos, em 8 de janeiro de 1972, após um período curto de enfermidade, Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, tendo cumprido fiel e amorosamente sua missão, partiu para a Casa do Pai. Seu testamento, deixado poucas horas antes de morrer, diz da certeza de um ideal conquistado: “Sejam santas! Sejam fiéis ao Papa, à Igreja e às Constituições! Amem muito o Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora! Sejam unidas e assim serão felizes!”
Suas filhas espirituais e continuadoras de sua obra sentem que, em Deus, sua luz que é a do próprio Deus, continua a guiá-las.

Fonte: Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada (com adaptações).