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Madre Sandra Notolini participa de videoconferência internacional sobre atuação missionária na amazônia

A superiora geral da Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, Irmã Sandra Maciel Notolini, participou na última terça-feira, dia 18/6, de uma videoconferência da União Internacional das Superioras Gerais (UISG), entidade que integra as irmãs responsáveis por liderar as congregações religiosas femininas de todo o mundo.

No encontro, Irmã Sandra compartilhou informações sobre a atuação das Pequenas Missionárias na Amazônia e falou sobre a participação das religiosas no levantamento de dados para o documento preparatório do Sínodo da Amazônia, que será realizado em outubro, em Roma, com o objetivo de debater a evangelização dos povos nativos e a preservação da floresta.


Madre Sandra Maciel Notolini e a tradutora Carol Escobar

Atuando em Juína, no norte do Estado do Mato Grosso, há 3 anos, as Pequenas Missionárias auxiliaram a Diocese local no mapeamento da realidade social da comunidade regional, incluindo as povoações indígenas. Os dados serão usados no Sínodo, contribuindo para orientar a atuação da Igreja Católica na Região Amazônica. “Este tem sido um verdadeiro trabalho em rede, no qual a vida consagrada está na vanguarda do desenvolvimento regional e da integração social”, disse Irmã Sandra.

As Pequenas Missionárias têm marcado presença junto à etnia rikbatsa, uma das muitas que habitam na região da Diocese. Elas também acompanharam o trabalho do Padre Rafael, SJ, missionário que aplicou com as crianças e adultos uma técnica jesuíta para coleta de informações que utiliza a imagem de uma árvore.


Irmã Ana Cláudia, superiora da comunidade de Juína e crianças assistidas pelo projeto

Os índios foram convidados a escrever nas raízes da árvore valores importantes como a raça, a língua, a caça e a pesca. De um lado do tronco, eles descreveram as dificuldades como a extração ilegal de madeira, a grilagem. Do outro lado, experiências positivas de preservação como o manejo correto da terra e a presença dos religiosos entre eles. Na copa, os índios descreveram os frutos como a família, a religião, os esportes, a continuidade da raça. “Foi uma experiência muito gratificante para as irmãs ver as respostas que deram a partir de uma imagem tão cara para eles que é a natureza”, disse a Irmã Sandra.


Irmã Renata: presença junto aos indígenas

Barco Papa Francisco

A superiora também falou sobre o Barco Papa Francisco, no qual as Pequenas Missionárias partirão em breve em missão humanitária pela Amazônia. O barco é uma iniciativa da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência Divina, de Óbidos, no Pará, que levará saúde e assistência a mais de 700 mil pessoas que vivem comunidades ribeirinhas do Rio Amazonas. “As Pequenas Missionárias de Maria Imaculada percorrerão o rio Amazonas de vila em vila, de casa em casa, para ajudar a cuidar das feridas dessas pessoas. Vamos morar e trabalhar dentro do navio Papa Francisco. Estaremos presentes nos locais onde vivem as pessoas que mais precisam, sendo solidárias com os povos ribeirinhos”, disse.

Colniza e Rede Um Grito Pela Vida

Irmã Sandra falou também sobre a importante atuação dos religiosos em situações de conflito como, por exemplo, na cidade de Colniza, onde 9 pessoas foram torturadas e assassinadas e que pertence à Diocese de Juína. Além de atuarem diretamente na mediação do conflito, o bispo e as irmãs organizaram junto à comunidade uma rede de oração pela paz.

Ela descreveu ainda a experiência da Irmã Rosana, Pequena Missionária que coordenou projetos da “Rede um Grito pela vida”, constituído por religiosos que atuam em processos de prevenção, assistência e intervenção política, com a finalidade de coibir o tráfico de pessoas e exploração de menores, especialmente na região amazônica.

Resultado do Sínodo

Ao final da videoconferência, a Irmã Sandra compartilhou a sua expectativa com relação ao Sínodo da Amazônia. “Esperamos que todos os envolvidos na promoção do bem e da paz estejam atentos e a postos para intervir pacificamente nos conflitos de interesse por terras e riquezas da Amazônia. Que sejam mediadores de uma ação conjunta entre governos, igreja e povos da região, com respeito à vida e à biodiversidade”, disse. Para ela, as alianças entre Dioceses e Congregações religiosas se estreitarão ainda mais para uma presença qualitativa na vida dos povos ribeirinhos, marcados pela declaração do evangelho e pelo serviço aos mais necessitados, fortalecendo ainda mais trabalho em rede pela comunidade”.

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