O Outubro Rosa está aí e mais uma vez é fundamental lembrarmo-nos do impacto que o câncer de mama tem para a vida de tantas pessoas e de suas famílias.
Vamos tentar saber um pouco mais sobre este assunto tão importante?
Confira os mitos e verdadesMito ou verdade?
Conheça as respostas para 17 dúvidas sobre o câncer de mama.
“Não tenho casos de câncer de mama na família. Nunca terei um tumor na mama.”
✕ MitoSer filha, irmã ou mãe de mulheres que tiveram câncer de mama ou ter casos de câncer masculino na família pode elevar o risco de desenvolver a doença. No entanto, nenhuma mulher está imune à doença. Na verdade, a maioria dos casos de câncer de mama ocorre em mulheres sem história familiar da doença.
“Faço autoexame todos os meses. Não preciso fazer mamografia.”
✕ MitoEmbora o autoexame seja uma prática recomendável e positiva, devendo ser estimulada, ela não é capaz de detectar boa parte dos tumores de forma precoce. O exame médico associado a alguns exames como a mamografia é que pode detectar tumores iniciais.
“Fazer mamografia todos os anos depois de 40 anos é importante para detectar um tumor precocemente.”
✓ VerdadeA mamografia realizada anualmente após os 40 anos, ou até mesmo antes em caso de paciente com risco aumentado, pode detectar tumores mais precocemente, aumentando a chance de cura.
“O hábito dietético tem pouca ou nenhuma relação com meu risco de desenvolver câncer de mama.”
✕ MitoAlimentos como frutas, verduras e legumes podem ajudar a reduzir o risco da doença. Alimentos ultraprocessados, gordura de origem animal e embutidos, por sua vez, podem aumentar as chances de surgir a doença.
“Obesidade, sedentarismo, tabagismo e álcool podem aumentar as chances de ter um tumor de mama.”
✓ VerdadeA obesidade, bem como o sedentarismo, interferem com a produção e o metabolismo de alguns hormônios, sabidamente aumentando a chance de desenvolver o câncer. Perder peso e praticar atividades físicas são benéficos para nossa saúde como um todo, incluindo um risco menor de câncer. O consumo de álcool e o tabagismo também estão ligados ao aumento de risco.
“Usar hormônios após a menopausa, a terapia de reposição hormonal, pode ser um fator de risco.”
✓ VerdadeEmbora estudos recentes mostrem que o risco não é tão grande como anteriormente divulgado, especialmente quando não se usa a Progesterona, o uso prolongado da terapia hormonal aumenta um pouco o risco de desenvolver a doença, mas reduz o risco de doenças cardiológicas.
“Próteses de silicone podem causar câncer de mama.”
✕ MitoNão há relação entre câncer de mama e o uso de próteses de silicone. O que pode ocorrer é uma dificuldade maior de se detectar um tumor pela presença do implante.
“Quem menstrua muito cedo, quem não tem filhos ou tem o primeiro filho depois dos 30 anos tem maior chance de desenvolver a doença.”
✓ VerdadeQuanto menos tempo a mulher ficar exposta ao Estrógeno e à Progesterona durante a sua vida, menores são as chances de ter a doença. Durante a gravidez e o período de amamentação, o ciclo menstrual normal é interrompido.
“Um tumor pode ser causado por um trauma, como uma pancada na mama em um acidente de automóvel.”
✕ MitoUm trauma pode formar um hematoma, que pode até se assemelhar a um tumor, mas não tem nenhum risco de se transformar em um tumor maligno. Um tumor que já estava presente pode ser diagnosticado por ocasião do trauma por sangramento ou mesmo surgir no local anos depois, mas sem nenhuma relação direta.
“Eu ficarei com incapacidade física e limitação funcional do braço após o tratamento?”
✕ MitoO tratamento cirúrgico para o câncer de mama atualmente é muito menos agressivo que no passado, não interferindo na realização das atividades cotidianas na maioria dos casos. Em cirurgias mais extensas ou com abordagem da axila, a fisioterapia pode ser um grande aliado na reabilitação e recuperação funcional do membro superior.
“Amamentar confere uma proteção contra o câncer de mama.”
✓ VerdadeDurante o período de lactação as células mamárias se multiplicam menos e o ciclo menstrual normal é interrompido, diminuindo a exposição da mulher ao efeito cíclico de alguns hormônios.
“A radiação emitida pela mamografia aumenta o risco de câncer, sobretudo da tireoide.”
✕ MitoA quantidade de radiação emitida durante uma mamografia é extremamente baixa, não aumentando de forma significativa o risco de câncer. O uso de protetores para a tireoide pode atrapalhar o exame, inclusive forçando a realização de radiografias adicionais, o que aumenta a dose de radiação.
“O câncer de mama não ocorre em homens.”
✕ MitoEmbora seja bem mais raro nos homens, já que 98 a 99% dos casos ocorre em mulheres, os homens não estão livres da doença.
“O câncer de mama tem cura.”
✓ VerdadeFelizmente, para um grande número de pessoas hoje, o tumor é curável, graças sobretudo aos avanços no tratamento, que incluem a Cirurgia, a Quimioterapia e a Radioterapia, e também ao diagnóstico precoce da doença que aumenta muito a chance de cura.
“Tenho câncer de mama. Tenho que tirar a mama e ficar mutilada.”
✕ MitoA cirurgia conservadora, onde se preserva boa parte da mama, é possível na maioria das vezes, sem que isso implique em diminuir a possibilidade de cura. E mesmo em casos em que a mama toda precise ser retirada, as técnicas cirúrgicas de reconstrução permitem que se reconstrua a mama, seja com próteses ou com tecidos do próprio corpo da paciente.
“Posso fazer um teste genético e saber se tenho um risco aumentado de ter a doença.”
✓ VerdadeA realização de testes genéticos é possível para se identificar a presença de mutações genéticas, que podem ser transmitidas para os descendentes ou estar presente em parentes próximos. Mas está indicado em alguns casos apenas, quando já se tem pessoas com diagnóstico de câncer na família (mãe, irmã ou filha), sobretudo se a doença aparece antes dos 50 anos, em casos de câncer em ambas as mamas e/ou em casos de homens com diagnóstico de câncer de mama.
“Posso tomar qualquer remédio ou chá durante o tratamento de quimioterapia ou hormonioterapia.”
✕ MitoAlguns chás e medicamentos podem interferir na eficácia do tratamento. Por isso, antes de utilizar qualquer chá ou medicamento, consulte um profissional da equipe multidisciplinar, como médico, enfermeiro, farmacêutico ou nutricionista.



